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GASTRONOMIA E
TURISMO EM NOTÍCIA
Diretor jurídico do
Sistema CNTur/ABRESI,
Sinhores-SP e Fhoresp
concede entrevista à
Folha de S. Paulo
06/12/2007
Dr. Sérgio Machado é um dos entrevistados em matéria sobre
consumo de cigarro em locais fechados
Confira a íntegra da reportagem:
Em SP, 88% querem banir o cigarro em lugar fechado
Entre os fumantes, 85% são a favor da proibição do fumo nesses
ambientes
Tolerância ao cigarro é maior no caso de casas noturnas,
aponta pesquisa Datafolha feita para uma ONG anti-tabaco
AFRA BALAZINA
DA REPORTAGEM LOCAL
Não agrada ao paulistano sentir o
cheiro de fumaça de cigarro enquanto come ou se diverte. No
total, 88% dos que vivem em São Paulo não querem o fumo em
ambientes fechados, como lanchonetes, bares, restaurantes e
casas noturnas. Até os fumantes são partidários dessa opinião -
85% querem a proibição do fumo nos locais fechados, enquanto
entre os não-fumantes o número é de 89%.
Esses são os principais resultados da pesquisa Datafolha feita
para a ACT (Aliança de Controle do Tabagismo), uma ONG que
defende restrições ao fumo. Foram entrevistados 612 pessoas,
entre os dias 7 e 9 de novembro. A margem de erro é de quatro
pontos percentuais, para mais ou para menos.
Em 2006, outra pesquisa do Datafolha apontou que 85% dos
paulistanos eram contra o fumo em ambientes fechados.
Na opinião do secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto
Barradas Barata, a pesquisa reflete a preocupação dos
paulistanos em relação aos danos que o cigarro provoca à saúde
de fumantes e não-fumantes.
"Penso que a pesquisa possa servir como base para que
proprietários desses estabelecimentos restrinjam ao máximo o
fumo nos ambientes fechados, contribuindo para a saúde e o
bem-estar das pessoas que freqüentam esses locais. O cigarro é,
segundo a Organização Mundial da Saúde, a principal causa de
morte evitável", diz.
A pesquisa primeiro perguntou sobre o fumo em local fechado em
geral, e, depois, questionou sobre o cigarro em diferentes
estabelecimentos (lanchonete, restaurante, bares e casas
noturnas). Os entrevistados foram mais tolerantes ao cigarro no
caso de casas noturnas e bares -em 2007, 58% e 59% dos
entrevistados, respectivamente, foram favoráveis à proibição do
fumo. Em 2006, eram 62% e 63%.
Se o fumo fosse proibido em locais fechados, porém, 62% dos
paulistanos disseram que continuariam a freqüentá-los.
A ACT vai iniciar neste mês a campanha "Qualquer ambiente
fechado é pequeno demais para o cigarro". Serão distribuídas nas
baladas caixas de fósforos com frases como "faça valer seu
direito ao ar puro". Um dos focos será a saúde das pessoas que
trabalham em locais fechados e inalam muita fumaça.
Legislação
A lei federal 9.294, de 1996, permite o tabaco "em área
destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com
arejamento conveniente". Segundo a pesquisa, porém, 7 em cada 10
paulistanos são favoráveis à eliminação dos fumódromos em locais
fechados.
Paula Johns, diretora da ACT, afirma que atualmente em São Paulo
existe uma "separação fictícia" entre as áreas de fumante e de
não fumante. Para ela, o paulistano está preparado para uma
mudança na lei ou, pelo menos, para o cumprimento da lei atual.
"É questão de engajamento do governo. Na Paraíba, a Vigilância
Sanitária faz bem a fiscalização."
Na opinião do presidente do Sinthoresp (sindicato dos
trabalhadores em restaurantes, bares, lanchonetes de SP), o
cigarro deveria ser banido dos locais fechados. Mas ele faz
ressalvas. "É complicado. Os donos dos estabelecimentos alegam
que banir o cigarro pode causar redução de consumo e freqüência,
e isso nos preocupa porque pode gerar demissões."
Sérgio Machado, diretor jurídico do Sinhores-SP e Fhoresp
(sindicato e a federação dos hotéis, bares e restaurantes),
defende a manutenção da área de fumantes. Segundo ele, é mais
democrático atender a todos. Além disso, ele considera que os
locais teriam prejuízo com o veto ao cigarro, pois muitas
pessoas optariam pela casa de amigos a bares e restaurantes.
Fonte: Folha de São
Paulo
Assessoria de
Comunicação
ABRESI - FHORESP -
SINHORES
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