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ÁGUAS DE YEMANJÁ
Conta
uma lenda que Yemanjá, a deusa do mar, é
a mãe da maioria dos Orixás africanos.
A este Orixá os baianos dedicam uma festa memorável
no bairro do Rio Vermelho. Mergulhe nas salgadas águas
da deusa entre a praia da Barra e a lagoa de Itapoã.
Não deixe de conhecer, na praia do Forte, o
Projeto Tamar, de proteção às
tartarugas marinhas, que já salvou 300 mil
filhotes da espécie. |
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CAMINHANDO
NA HISTÓRIA
Comece pelo centro histórico
da cidade, o Pelourinho, o maior conjunto arquitetônico
barroco da América Latina, declarado Patrimônio
Histórico da Humanidade pela Unesco. Antes de descer
a ladeira, visite o museu Afro-brasileiro, no Terreiro de
Jesus.
AS
CASAS DO SENHOR
Contam
os baianos que, na cidade, existem 365 igrejas, uma para
cada dia do ano. Como, no Terreiro de Jesus, a imponente
Catedral Basílica. Próximo a ela, está
a igreja de São Francisco de Assis, com arabescos
em madeira banhada a ouro. A mais conhecida e popular igreja
da Bahia é a do Senhor do Bonfim, palco de uma festa
de enormes proporções, a Lavagem do Bonfim,
que acontece na segunda quinta-feira de janeiro.
MUSEUS
Salvador
abriga o mais diversificado conjunto de museus do Pais.
No museu de Arte Sacra encontra- se a maior coleção
de arte religiosa do Brasil. O museu Carlos Pinto possui
um impressionante acervo de porcelanas e ourivesaria. Visite,
também, o museu do Carmo, com seu conjunto de móveis
e de peças em prata.
A ILHA DOS ANCESTRAIS
Em frente a Salvador, do outro lado da baía, estende-
se a ilha de Itaparica. A travessia, de 17km, é feita
por balsa. Em itaparica existe um antigo candomblé
de Egum, no local conhecido por Amoreiras, onde são
cultuados os espiritos de uaJus importantes sacerdotes dos
cultos afro. A ilha possui
também fortes e casarios coloniais do Século
XVI.
AXÉ
Se o
viajante não dedicar a sua estada em Salvador a conhecer
os candomblés, também chamados de casas
de Santo, não terá ido à Roma
Negra. As casas mais importantes são o Axé
Iyá Nassô, o Axé do Opõ Afonjá,
o Axé Iyá Massê, o Ilê Moroiolajé,
o Bate Folha e o Tumba Junçara. Consulte a Bahiatursa
sobre a programação de festas. Axé!
EM
SERGIPE, PROSSEGUE O PARAÍSO
A próxima
parada pelos caminhos do sol é em Sergipe, onde se
degusta saborosos caranguejos nos quiosques da praia de
Atalaia Velha. O litoral do estado oferece atrações
de primeira qualidade, como as praias de Aruana e Robalo,
com dunas e coqueiros. A 15km de Aracaju, em travessia feita
por balsa, entregue-se à praia de Atalaia Nova, com
mar calmo e poucas ondas.
MUSEU
Em Aracaju,
enquanto saboreia doce de jenipapo, fruta típica
do estado, visite o museu Rosa Faria, com exposição
de pratos de porcelana e painéis em azulejos.
UM
CHARME ANTIGO
No interior,
Sergipe oferece ao viajante cidades históricas. São
Cristóvão, a 26 kms de Aracaju, transformada
em Monumento Nacional, deve ser percorrida a pé.
O viajantes vai se encantar com as igrejas, museus e grandes
sobrados.
FESTAS
Em Estância,
a 59km da capital, acontecem grandes festas juninas entre
10 de junho e 9 de julho. Já a 23km de Aracaju, em
Laranjeiras, participe de manifestações folclóricas
invulgares: reisado, congada, cacumbi, chegança e
taieira.
ALAGOAS,
O SOL
Alagoas
possui algumas das mais cativantes praias nordestinas. No
litoral de Maceió, as praias de Ponta Verde e Pajuçara
oferecem belezas naturais e agitação. O encantamento
prossegue fora do perímetro urbano, na praia do Francês,
com arrectfes que formam piscinas de águas tépidas.
A 29 kms de Maceió está a cidade colonial
de Barra de São Miguel, sob medida para a prática
do surfe.
UM
PASSEIO
No cais
da Barra de Santo Antônio, embarque em direção
à ilha da Croa. A praia é quase deserta, com
piscinas de corais. - Quando a fome apertar, procure uma
das barraqunihas à beira-mar. Peça ostras,
camarões e peixe.
HISTÓRIA
Marechal
Deodoro, a 31km de Maceió, é um sítio
histórico repleto de mo-numentos artísticos,
como o Convento de São Francisco, e palco de eventos
populares, como o coco de roda, a chegança e o pastoril.
RECIFE,
DUAS CIDADES EM UMA
Cobiçada,
na época colonial, pelos holandeses, que a dominaram
e legaram à cidade as heranças arquitetônicas
dos fortes do Brum e das Cinco Pontas, Recife, capital de
Pernambuco, fundada em 1537, mescla a memória do
passado com o ritmo das grandes cidades. Que extravasa os
seus limites a 7km do centro, transformando-se na histórica
Olinda, declarada, pela Unesco, Patrimônio Cultural
da Humanidade.
O
ENCONTRO DAS RUAS
Desvende
o Recife a partir do pátio de São Pedro, cercado
por casario colonial e abençoado pela igreja de São
Pedro dos Clérigos, construída no Século
XVIII em pedra de cantaria portuguesa, com portas barrocas
em jacarandá. Depois, visite o bairro do Recife,
com seus sobrados antigos.
IGREJAS
Antes
de cruzar uma das duas pontes que ligam o Recife antigo
ao moderno, desembarque no passado, caminhe por ruas estreitas
do Século XVII, envolva-se em um ambiente impregnado
de tradições indígenas, lusitanas e
holandesas em igrejas como a do Santíssimo Sacramento,
de Nossa Senhora do Carmo e da Madre de Deus.
MUSEUS
Duas
importantes casas de cultura devem ser conhecidas para se
entender a alma do nordestino: os museus Francisco Brennand
e o do Homem do Nordeste.
PRAIAS
Entregue-se
ao mar a partir da praia urbana de Boa Viagem. As águas
são mornas e existe uma excelente infra-estrutura
turística. Para quem deseja isolamento, a 35km, no
municipio do Cabo, as praias de Galhetas e de Gabu são
ideais. Roteiro que chega ao climax em Porto de Galinhas,
com sua praia de águas límpidas, protegida
por bancos de corais.
A
MARCA INVASORA
Quando,
no Século XVII, os holandeses invadiram o Brasil
por Pernambuco, construiram o Forte Orange para resisitir
aos portugueses. Conheça-o na ilha de Itamaracá,
um jardim à beira-mar, a 49km do Recife.
OLINDA
Preservada
desde o Século XVI, a histórica cidade de
Olinda é um local agitado para quem ama a noite e
palco de um carnaval frenético, marcado pelo ritmo
do frevo. Em suas íngremes ruas, respira-se história
e beleza. Principalmente no interior de algumas igrejas
suntuosas, como o Convento de São Francisco e o Mosteiro
de São Bento.
O
SERTÃO
O interior
do Nordeste emociona o viajante a 51km de Caruaru, em Brejo
da Madre de Deus. Na Semana Santa, é encenado um
espetáculo de imensas proporções no
teatro ao ar livre de Nova Jerusalém. Seguindo em
frente, pela BR- 104, o destino seguinte é Campina
Grande, na Paraíba, capital da música tipicamente
nordestina - o forró - e onde acontece, em junho,
a maior festa de São João do Brasil.
A
ORIENTE, NA PARAIBA
Em João
Pessoa, na Ponta do Seixas, localiza-se no cabo Branco o
ponto mais oriental da América do Sul. Na capital
da Paraíba, que possui antigas igrejas, em matéria
de praias prefira a distante Tambaba, no município
de Conde, com vegetação agreste, altas falésias
e indicada para quem deseja isolamento. Ao norte da capital,
entregue-se ao mar na baía de Traição.
AS
DUNAS DO RIO GRANDE DO NORTE
As dunas
são o espetáculo. Altas, banhadas de sol o
ano inteiro. Entregue-se ao prazer de cavalgá-las
em um bug no morro do Careca. Você está em
Natal, no Rio Grande do Norte. No centro da cidade, a praia
do Forte se oferece. Para os surfistas, o destino é
a praia dos Artistas. A 36km de Natal, Genipabu é
um cenário de dunas. Entregue-se à sensação
de, em um bug, subir, descer e tornar subir, como em uma
montanha-russa.
MUSEU
Um dos
mais importantes museus do Nordeste está em Natal.
É o Câmara Cascudo, com um excepcional acervo
antropológico e folclórico.
CEARA,
JANGADAS E RENDAS
Somente
em 1649 os portugueses desembarcaram no Ceará para
lutar contra os invasores franceses. Conheceram, então,
algumas das mais encantadoras praias do mundo. Descubra
o estado a partir de sua capital, Fortaleza. O itinerário
começa na avenida Beira-Mar. As primeiras areias
a serem tocadas devem ser as da praia de Iracema, onde o
pôr-do-sol é a atração. Outra
opção é a praia de Mucuripe, de onde
se assiste ao espetáculo do retorno das jangadas
à terra firme.
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