Comece
a desvendá-la em Manaus, capital do Estado do Amazonas,
a apenas cinco horas de vôo de Miami e a quase 12
horas de Paris.
FLORESTAS
E ÁGUAS
Situada
no coração da floresta, Manaus é
considerada a Capital da Selva desde 1850,
quando viveu o seu apogeu durante o ciclo econômico
da borracha, que fez a fortuna de muitos e propiciou a
construção do Teatro Amazonas. Encante-se
com a arquitetura de estio renascentista italiano, os
paínéis que retratam o mundo amazônico,
os lustres de cristal de Murano, os portais de mármore
de Verona, a escadaria em ferro inglês e a cortina
de boca de cena, simbolizando o encontro das águas
dos rios Negro e Solimões, os formadores principais
do rio Amazonas.
COMPRAS
DE ÚLTIMA HORA
Aproveite
para adquirir na Zona Franca de Manaus o que, por acaso,
tiver esquecido em casa. Compras feitas, e antes de partir
para a selva, com ela se ambiente em uma das mais importantes
casas de cultura e pesquisa do Brasil: o Instituto Nacional
de Pesquisas da Amazônia (INPA). Conheça-o
sem pressa e, ao final, estabeleça o seu primeiro
contato imediato com as águas. No cais do porto,
um flutuante de construcão inglesa, contemple a
correnteza do rio Negro.
BOTOS
E JACARÉS
Embarque
em Manaus em direção ao encontro das águas
claras do Solimões e escuras do Negro. Elas correm
paralelas por cerca de 5km, quando se encontram, e geram
o rio Amazonas. Corre, então, o Rio-Mar em direção
ao Parque Ecológico do Janaury, a 7km da capital,
com área de 688 hectares. Banhado por igapós
e igarapés, o parque é uma harmonia de pássaros,
flores, peixes e plantas. Observe atentamente as vitórias-régias
e os animais, principalmente botos cor-de-rosa, macacos
e jacarés. Depois, em uma pequena canoa, suba um
igarapé. Com direito a uma parada em plena selva
para comprar artesanato indígena e observar a fauna.
PRAIA
DA LUA
Antes
de rumar para Anavilhanas, o maior arquipélago
de água doce do mundo, banhe-se na praia da Lua,
a 23 km de Manaus por via fluvial. A areia branca, em
constraste com as águas escuras do rio Negro, formam
um cenário encantador.
ANAVILHANAS
São
335 ilhas em uma área de 350 mil hectares. Com
90km de comprimento e 15km de largura, o arquipélago
de Anavilhanas situa-se a 50 km de Manaus. Estação
Ecológica protegida pelo Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente (Ibama), chega-se a Anavilhanas pelo rio
Negro. Próximo ao arquipélago, o viajante
encontra um dos melhores hotéis de selva da região.
De onde partem excursões pelo rio e caminhadas
pela floresta, povoada por árvores de muitos metros
de altura, pássaros e animais selvagens.
DUAS
PRAIAS FLUVIAIS
A
praia do rio Negro se oferece entre os meses de junho
e novembro. Localiza-se a 13km do centro de Manaus. Com
2 km de extensão, possui quadras de esporte, pista
para bicicleta, bares, banheiros e chuveiros. A melhor
praia fluvial do Amazonas, contudo, é a de Tupé,
a 1h de barco de Manaus.
HOSPEDAGEM.
As
melhores alternativas para quem busca o isolamento e a
proximidade com cerca de 60% de toda a diversidade existente
no Planeta, pois na Amazônia habitam seis em cada
dez espécies de seres vivos, são os hotéis
de selva. Há pousadas com quartos e chalés,
e barcos-hotéis com cabines e camarotes. Todos
realizam programações na selva: caminhadas,
pescarias e passeios por igarapés.
DESCENDO
O AMAZONAS
A
viagem pela floresta em direção a Belém,
capital do Estado do Pará, deve obrigatoriamente
ser feita ao longo do Rio-Mar. Entregue-se a três
dias de navegação para conhecer mais profundamente
as belezas do Amazonas, o maior rio do mundo em volume
dágua, com vazão de
100.000 m por segundo em sua foz, e que chega, em alguns
trechos, a medir 20km entre suas margens.
PARINTINS
Ao
término do primeiro dia de viagem, o navio atraca
em Parintins, uma pequena ilha. Reserve o mês de
junho para sua aventura amazônica. E delire com
uma das maiores festas populares do Brasil, o Festival
Folclórico de Parintins, que acontece na segunda
quinzena do mês. A festa tem proporções
gigantescas. Milhares de pessoas realizam um multicolorido
desfile de fantasias regionais. Na verdade, o festival
é uma descomunal manifestação da
cultura amazônica. Uma oportunidade ideal para o
viajante admirar o boi-bumbá e o xaxado, a dança
típica da região.
FESTAS
Enquanto
o navio prossegue pelo Rio- Mar, contemple a floresta,
que guarda mais de 2.300 espécies de árvores
e garante a sobrevivência de antas, serpentes, pacas
e macacos. A próxima parada é em Santarém,
já no Estado do Pará, a 1.369km de Belém.
Nos meses de junho e julho, acontecem duas grandes manifestações
culturais na cidade: a procissão fluvial de São
Pedro, com o desfile do boi-bumbá, e a Festa do
Sairé, manifestação folclórico-religiosa.
Em Santarém, funciona uma importante casa de cultura
que não pode deixar de ser visitada: o museu do
Centro de Preservação da Arte Indígena,
com 1.500 peças de 57 grupos amazônicos e
do Estado do Mato Grosso.
A
POROROCA.
Pouco
antes de o navio chegar ao seu destino, as águas
do Amazonas encontram-se com as do rio Tocantins, que
nasce no Estado do Tocantins, engrossando o caudal que,
ao se encontrar com o oceano Atlãntico, cria o
inesquecível espetáculo do Encontro
das Aguas, a pororoca. O fenômeno, com ondas
de até 12m de altura, pode ser observado da Ilha
da Caviana, a 300km de Belém.
PARÁ,
UM ACERVO DE TRADIÇÕES
Quando
o navio atraca em Belém, fundada no Século
XVII, o viajante depara-se com uma cidade que preserva
suas tradições em um ambiente intensamente
arborizado. As ruas da capital do Estado do Pará
são guardadas por velhas mangueiras e impregnadas
pelo odor intrigante de muitas ervas aromáticas,
utilizadas para elaborar sortilégios e para temperar
os exóticos pratos que compõem a culinária
paraense. À disposição dos viajantes
no tradicional Mercado Ver-o-Peso.
CASAS
E SOLARES
O
passado é presente em Belém, na Cidade Velha,
sítio de casas e solares com fachadas em azulejos
portugueses, e onde deve ser visitado o Palácio
Antônio Lemos. Não deixe, também,
de conhecer o Forte do Coriseo, na confluência do
rio Guamá com a baia de Guajará.
A
GRANDE PROCISSÃO
O
Brasil oferece ao viajante dois grandes momentos de fé
cristã. O maior deles é a festa de Nossa
Senhora da Aparecida, na cidade paulista de Aparecida,
localizada no vale do rio Paraíba. O outro, também
de grande expressão, é o Círio de
Nazaré, que acontece em Belém no mês
de outubro. As comemorações em honra de
Nossa Senhora de Nazaré começam com uma
romaria fluvial, que parte do trapiche de Icoaracy, na
baía de Guajará. No dia 8, pelas principais
avenidas da capital, mais de um milhão de pessoas
participam de uma longa procissão em que a Santa,
sobre um andor, é carregada por romeiros até
o seu altar, na Basílica de Nazaré.
A
TERRA DOS BÚFALOS
Com
49.602km2, Marajó é a maior ilha tluviomarinha
do mundo. Dotada de uma fauna extremamente rica, oferece
dois tipos de vegetação à contemplação.
A leste da ilha, estende-se uma planície de 23.000km2,
onde predomina a vegetação de savana. A
oeste, com 26.500km2, destacam-se densas florestas. O
acesso à ilha acontece na pequena cidade de Soure,
onde se chega de barco ou de táxi-aéreo.
A marca registrada de Marajó são os búfalos,
criados em campos que se transformam em grandes alagados
entre os meses de janeiro e junho. A manada é imensa.
A ilha, no entanto, é riquíssima em fauna
e flora. Como a caça é proibida, dedique-se
a observar garças, tucanos e jaburus.
UMA
ANTIGA CIVILIZAÇÃO
Na
ilha de Marajó viveu, séculos e séculos
atrás, uma antiga civilização. Presença
confirmada por objetos de cerâmica, que datam de
980 a.C. A herança que ficou desse tempo é
a cerâmica marajoara, cujos exemplares mais recentes
são do Século XVII. Além de ser um
paraíso arqueológico, Marajó é
um centro dos mais expressivos de cultura, marcada acima
de tudo por manifestações folclóricas
como as danças de roda, ao ritmo do carimbó
e do lundu.
PRAIAS.
São
inúmeras. Uma das mais agitadas é a do Mosqueiro,
a 86km da capital, que vive seu apogeu no mês de
julho, quando é invadida por turistas de todas
as idades. Situada em uma ilha, o Mosqueiro é cercado
por praias fluviais e entrecortada por rios e igarapés.
Em Soure, na ilha de Marajó, as melhores praias
são as do Céu e do Caju-Una, com dunas e
águas esverdeadas no verão. A mais afastada,
e recomendada para quem busca isolamento, é a de
Salinópolis, a 223km de Belém.
PRAIAS
SELVAGENS
Inexiste
água encanada, energia elétrica e telefone.
Ajuruteno, a 30km da cidade de Bragança, é
um reduto de praias selvagens, sem qualquer infra-estrutura.
Entregue-se ao mar na praia de Campo do Meio, com sua
vegetação de mangue, dunas, águas
claras e ondas fortes, onde o turista encontra pousadas
que oferecem algum conforto.