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RIO
GRANDE DO SUL, O PORTÃO MERIDIONAL.
As
fronteiras do Brasil com o Uruguai, a Argentina e o Paraguai
oferecem um amplo leque de alternativas de entrada na
Região Sul. Uma sugestão: entre no País
onde ele termina, em Arroio Chuí, na divisa do
Rio Grande do Sul com o Uruguai.
ÀS
MARGENS DO GUAIBA
Às
margens do rio Guaíba, Porto Alegre, capital do
Rio Grande do Sul, deve ser percorrida a pé. Caminhe
em direção à rua dos Andradas.
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Em
frente ao prédio no. 736, admire a Casa de Cultura
Mário Quintana, com teatro, galeria e biblioteca.
Para prosseguir em direção à Catedral
Metropolitana, de estilo renascentista. Siga, então,
para o museu de Arte do Rio Grande do Sul. Termine o itinerário
no morro de Santa Teresa, com 131m de altura, e contemple
a cidade.
A
SERRA.
A
102km da capital tem início a região das
serras, em Nova Petrópolis, cidade de estilo alemão.
A 32km, em Gramado, o espírito europeu está
estampado nas construções semelhantes às
da Baviera. Canela é a próxima emoção,
a 8km. A natureza apresenta-se em estado bruto e o rio
Paranhama oferece condições para escaladas
e descidas em suas corredeiras. No parque do Caracol,
acessível por uma trilha existente na mata, descortina-se
um espetáculo impressionante: a cascata do Caracol,
onde águas mergulham de 131 m de altura.
UVAS
E VINHOS.
Milhões
de litros de vinho brasileiro de primeira qualidade são
produzidos no Rio Grande. O roteiro dos vinhedos começa
em Bento Gonçalves, cidade de colonização
italiana, a 111 km da capital, onde, em julho, acontece
a Festa Nacional do Vinho. Próximas, estão
as cidades de Caxias do Sul, Farroupilha, Garibaldi, Flores
da Cunha e Monte Belo, com colinas cobertas por videiras
e banhadas de sol.
MISSÕES.
O
que restou do sonho evangelizador dos padres jesuítas
foi transformado, pela Unesco, em Patrimônio Cultural
da Humanidade. No Século VII, desejosos de catequizar
os índios guaranis, os missionários católicos
implantaram os Sete Povos das Missões. Em São
Miguel, a 500km da capital, admire as ruínas de
uma impressionante igreja e no museu das Missões
assista a dramatização da história
dos Sete Povos.
NO
PAMPA.
Na grande planície do Rio Grande vive um
dos tipos folclóricos mais marcantes do Brasil,
o gaúcho. Trajado de bombachas, ele reina
sobre grandes extensões de campinas. Conheça
o pampa a partir da cidade de Uruguaiana, às
margens do rio Uruguai, sede de um dos maiores eventos
culturais do Estado, a Festa Campeira Internacional.
Delicie-se com os churrascos, abuse do mate amargo
e participe do fandango, baile campesino animado
por danças típicas: a chimarrita e
a tirana.
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UM
RITUAL.
A
cuia passa de mão em mão, a bomba de prata
é única para todos. Não cometa a
indelicadeza de rejeitar o chimarrão, um símbolo
de hospitalidade. Mas, cuidado: o mate escorre quente.
A preparação da bebida segue um ritual.
As folhas da ilex paraguayensis ocupam 2/3 da cuia, deixando
um caminho lateral até o fundo. A água não
pode ferver, para não queimar a erva. Depois, é
esperar ela inchar. Então, sorva.
PRAIAS.
O
litoral gaúcho é uma longa praia, ladeada
por lagoas e restingas. O trecho ideal para se entregar
ao sol tem início em Cidreira, a 120km de Porto
Alegre. A melhor praia é a de Capão da Canoa,
propicia ao surfe, vela e esqui aquático. A trilha
litorânea chega ao seu apogeu em Torres, um comovente
cenário de gigantescas colunas de basalto, que
emolduram o Parque Estadual da Guarita. Em Torres, embarque
em direção à ilha dos Lobos, onde
leões e lobos-marinhos descansam sobre pedras.
APARADOS
DA SERRA.
Para
quem viaja em busca de emoções, o Parque
Nacional de Aparados da Serra, com 12.033 hectares, é
o destino prioritário no Sul. Localizado a 183km
de Porto Alegre, no parque estão os maiores e mais
gigantescos precipícios do Brasil. Aparados é
um desafio geológico cortado um pouco para que
por cachoeiras que banham o fundo das suas gargantas,
e cuja principal atração é o canyon
do Itaimbezinho.
ONDE
OS PÁSSAROS NASCEM.
A
vastidão da Estação Ecológica
do Taim é cortada apenas pelos gritos de milhares
de pássaros. Em uma área de 300 km2, 450
km ao sul da capital, espécies migratórias,
como o cisne-de-cabeça-preta e o flamingo, se reproduzem
na Lagoa Mirim. A cidade mais próxima da estação
é Santa Vitória do Palmar, a 22 kms de Chui
(extremo sul do brasil), na fronteira com o Uruguai.
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PARANÁ,
O ESPETÁCULO.
De
um majestoso conjunto de 275 saltos, mergulham 6.500m3
de água por segundo, sobre um precipício
recurvo, com 3 km de extensão. Banhadas de
sol, as águas projetam luzes. A miatureza
presenteou Foz com as mais belas cataratas do mundo.
Contemple-as das pontes, dos mirantes ou das trilhas
existentes nas escarpas de basalto. Também
é possível sobrevoar de helicóptero.
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CAMINHOS.
Unindo
o Paraguai, Foz é um portão Brasil, a Argentina
e o Para, para os viajantes rodoviários do Mercosul.
A 339km de Assunção, no Paraguai, e a 624km
de Corrientes, na Argentina, a cidade abre-se para o universo
ecológico subtropical.
A
FLORESTA.
Com
mais de 170 mil hectares, o Parque Nacional do lguaçu,
transformado pela Unesco em Patrimônio da Humanidade,
é a derradeira área contínua de florestas
a sudoeste do País. Suas trilhas permitem o contato
com um importante santuário ambiental, formado
por araucárias, cedros e imbuias, onde vive uma
infinidade de pássaros, como tucanos e araras.
A vegetação é delirante, com samambaias,
bromélias e orquídeas
A
BARRAGEM GIGANTESCA.
A
1h30 de Foz, localiza-se a maior hidrelétrica
do mundo em geração de energia. O
lago de Itaipu armazena 29 milhões de m3
de água, ocupando uma área de 1.460km2.
Para sua realização, foi utilizado
cimento suficiente para se construir uma ponte sobre
o Canal da Mancha.
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VILA
VELHA.
O
itinerário ecológico prossegue a 590km de
Foz, no Parque Estadual de Vila Velha, um meio ambiente
ancestral, rico em formações rochosas, esculpidas
ao longo de milhares de anos de erosão. Com 3.112
hectares, situado em Ponta Grossa, a 114km de Curitiba,
é habitat de serpentes e aves como gralhas amarelas,
possui um criatório de peixes, na lagoa Dourada,
e grutas com acesso por teleférico.
CURITIBA,
SABOR DE MEL.
A
partir de Curitiba, a mais moderna e inteligente capital
do País, onde é obrigatório visitar
o prédio em estilo art noveau do museu Paranaense,
embarque para uma viagem de trem pela serra do Mar, rumo
ao litoral, e desembarque em Paranaguá. Cruze,
então, a baía em direção à
ilha do Mel, e se entregue a um ambiente de tranquilidade
na praia de Fortaleza. A ilha abriga uma reserva ecológica
de 2.500 hectares e possui pousadas em suas diversas praias.
Para quem deseja isolamento, a melhor receita é
a praia Grande, com ondas de até 3m de altura,
propícias ao surfe.
SANTA
CATARINA, O BERÇO DO SUL.
A
ocupação do sul teve inicio 140 anos depois
da descoberta do Brasil, quando os portugueses expulsaram
os espanhóis da ilha do Desterro. Dessa época,
a litorãnea cidade de São Francisco do Sul,
a 226km de Florianópolis. preserva construções
dos Séculos XVIII e XIX.
A
ILHA.
A
partir de Barra Velha, cidade praiana com areias monazíticas,
a rodovia BR-101, que costeia o País do Rio Grande
do Norte ao Rio Grande do Sul, transforma-se em rota litorânea.
E desvenda um rosário de praias: Piçarras,
Penha, Itajaí, Camboriú, Itapema e Bombinhas.
Para então, cruzando o mar, desaguar em uma grande
ilha, Florianópolis, a capital de Santa Catarina.
PRAIAS.
Os
frutos do mar são, à mesa, a especialidade
maior de Florianópolis. As praias, seu grande atrativo.
Há 43 alternativas. Entre elas, a concorrida Canasvieiras,
de vida noturna frenética. Ao norte, localiza-se
a praia do Jurerê. A leste, opte pela praia do Santinho.
Para o surfe, as áreas ideais são as praias
da Joaquina e do Morro das Pedras. Na baía sul,
prefira a praia do Ribeirão da Ilha, com construções
em estilo açoriano.
TERRAS
EUROPÊIAS.
Os
alemães conquistaram Santa Catarina em um casamento.
Pertenciam as terras do vale do Itajaí à
princesa Francisca Carolina, irmã do Imperadór
Pedro II, que se casou com o príncipe de Joinville.
Com o fim do Império do Brasil, parte da região
foi vendida a uma companhia colonizadora alemã,
que trouxe para o Brasil colonos do norte europeu. Suas
tradições estão vivas em Blumenau,
a 139 kms de florianópolis. Em outubro, durante
a Oktoberfest, a cidade recebe mais de 1 milhão
de pessoas e as ruas se transformam em palco de desfiles
de carros alegóricos, bandas e grupos folclóricos.
NA
POMERÃNIA.
Pomerode,
a 168km da capital, é uma pequena cidade onde se
degusta um einsbein tipicamente alemão. Por uma
estrada vicinal, estique à Vila Itoupava, uma estação
de hidroterapia e repouso. onde são fabricados
chocolates de qualidade superior.
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NEVE.
Cercada
de pinheiros e araucárias, São Joaquim
espera os que desejam baixas temperaturas. A 288
km da capital e a 1.360m de altitude, é a
cidade mais fria do País. No inverno, a neve
cobre morros e árvores. Um convite para,
à beira do fogo, saborear-se gordos churrascos,
acompanhados de pinhões assados na brasa.
Prazer que só termina com as tortas de maçã
de São Joaquim, a capital brasileira da maçã.
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O
CANYON PROFUNDO.
Nasce
em São Joaquim uma estrada sinuosa, com curvas
fechadas. O passeio exige atenção redobrada.
Mas compensa por sua beleza poderosa. São 20km
entre encostas e precipícios ao longo da Serra
do Rio do Rastro, onde a natureza, por um capricho, saltou
das montanhas para criar um canyon profundo, que a neblina
da manhã cobre de branco.
COMPRAS.
No
Rio Grande, compre artigos de couro, roupas de lã
e artesanato em couro, metal e madeira. Em Santa Catarina,
prefira peças de artesanato em renda e vime. No
Paraná, opte por artesanato polonês e peças
em porcelana e cerâmica.
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