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Presidente da FHORESP e Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho têm importante reunião

Federação será parceira do governo do Estado na qualificação de mão-de-obra



O presidente da FHORESP – Federação de Hoteis, Restaurantes, Bares e Similares do Est. de São Paulo, Nelson de Abreu Pinto, esteve reunido com o Secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, Pedro Jehá, no último dia 23 de agosto. O encontro aconteceu no gabinete do secretário.

O objetivo da reunião foi colocar a Federação à disposição da secretaria, como uma parceira para o PEQ Programa Estadual de Qualificação Profissional, que tem como objetivo qualificar pessoas desempregadas e de baixa escolaridade, para aumentar suas chances de inserção no mercado de trabalho.

Abreu Pinto destacou a importância de projetos que ajudem a qualificar a mão-de-obra, pois são benéficos para trabalhadores e empresários. Lembrou também que o setor de turismo, às vésperas da Copa do Mundo e das Olimpíadas, precisa de colaboradores com alto nível de atendimento. Para melhorar esse quadro, sugeriu que a Federação fosse uma das parceiras da Secretaria na aplicação dos cursos, fato que alegrou o secretário.

Do encontro, a FHORESP elaborou um protocolo de intenções, que foi entregue juntamente com um diagnóstico de demanda e outros números do setor.
“A qualificação da mão-de-obra deve ser um projeto do Estado, independente do governo que o assuma”, avaliou Jehá.

Após o encontro, o secretário concedeu entrevista exclusiva à FHORESP e falou sobre a importância da parceria entre o setor de turismo e o Estado. Veja abaixo:

FHORESP: Como o Sr. vê a vontade política da FHORESP de oferecer, juntamente com o governo do Estado, capacitação profissional?

É muito importante essa parceria. A secretaria tem se empenhado desde 2007 a estreitar os laços com o setor produtivo nacional que é quem, de fato, gera empregos. Se o governo não guardar uma estreita sintonia com esse setor, vai estar desenvolver ações em descompasso com a demanda do setor, e o nosso objetivo não é esse. Nosso objetivo é especialmente qualificar o trabalhador para que o mercado o contrate, então por isso a necessidade dessa sintonia, dessa atuação conjunta. Vejo com ótimos olhos essa iniciativa da FHORESP. É importante, além do protocolo de intenções, que os corpos técnicos da SERT e FHORESP se reúnam para estabelecermos de que forma esse acordo será realizado.

FHORESP: Como o Sr. avalia o PEQ
Temos alcançado resultados muito bons. Tem aumentado muito a capacidade que o trabalhador tem de se recolocar no mercado de trabalho, principalmente porque temos focado no trabalhador com mais idade e menos escolaridade, que são justamente aqueles que estão excluídos do mercado de trabalho. E quando você os qualifica para alguma ocupação que o mercado está demandando, eles conseguem retornar a esse mercado com muito mais chances de permanecer, então o trabalho de qualificação é fundamental, seja desenvolvido pela secretaria ou por todos os outros órgãos que executam o mesmo projeto.

FHORESP - Como o Sr. vê essa demanda crescente do setor, a demanda crescente do setor, empreendimentos da área aumentam... Como o Estado está se preparando para poder atender a essa demanda.

Só esse ano, a gente já está capacitando 60 mil trabalhadores. Essa geração de demanda que a Copa do Mundo vai trazer de forma adicional não é o que vai mudar de fato, porque hoje o setor está crescendo e precisa de mão-de-obra qualificada. E por isso a necessidade dessa parceria com o setor produtivo, a necessidade de estreitar esses laços para saber o que o setor está demandando, no que se refere à mão-de-obra e onde, para o estado capacitar, procurar trabalhadores paulistas que atendam a esta demanda e se não houver, o estado vai qualificar para esses trabalhadores

FHORESP - O Sr. comentou sobre a regionalização nessa capacitação, ou seja, capacitar aquele que está dentro da cidade. De que forma isso é realizado?
O governo do Estado de São Paulo já desenvolve cursos por meio do PEQ em mais de 250 municípios de acordo com a demanda local, a gente analisa o mercado de trabalho com base nos indicadores oficiais e consegue, com base nas parcerias com setor produtivo e prefeituras e descobre o que m mercado quer contratar naquela microrregião, e desenvolve cursos com base nessa demanda.

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