Nós
não gostaríamos de nos manifestar
de uma forma mais contundente, pois não
temos ainda conhecimento do conteúdo do
Projeto de Lei que está sendo encaminhado
para a Assembléia Legislativa, até
porque o segmento de hospitalidade do Estado de
São Paulo, um dos que mais gera emprego
e renda, não acredita que a tônica
do Governo do Estado seja o radicalismo, mas sim,
a abertura do diálogo, característica
típica dos líderes democráticos.
Tomamos conhecimento da iniciativa através
dos órgãos de imprensa e queremos
registrar que o setor em nenhum momento foi chamado
a se manifestar, mas, também, não
podemos nos omitir diante de tão grave
notícia.
A defesa da saúde pública, sem dúvida,
é um importante argumento para a iniciativa
ora proposta e deve ser levado em consideração.
Mas é preciso cuidado, pois, quando sopesado
com outros direitos e garantias fundamentais,
verificamos que nem sempre prevalece. Se assim
não fosse, a doação de sangue
e órgãos não seria uma opção
do cidadão, mas uma obrigação!
Além disso, a saúde física
não é o único bem jurídico
a ser protegido, mas também a saúde
mental através do direito ao lazer, a dignidade
e ao trabalho devem ser levados em conta.
O nosso setor é totalmente favorável
a proibição do fumo naqueles ambientes
onde o cidadão não tem a possibilidade
de escolha, tais como, hospitais, repartições
públicas, farmácias, veículos
de transporte etc, bem como, em ambientes sem
ventilação como cinemas, teatros,
museus, bibliotecas e outros. Contudo, em bares
e restaurantes o cliente/cidadão pode escolher
o estabelecimento que lhe convier, a região
do estabelecimento e até a área
reservada para fumantes ou não.
Todavia, mesmo que a opção legislativa
seja aumentar a restrição existem
atualmente soluções tecnológicas
viáveis, que através de dispositivos
de contenção, são capazes
de reduzir ou até eliminar a poluição
tabagística ambiental em bares e restaurantes.
É importante neste momento frisar para
o Governo do Estado, para os senhores Deputados
Estaduais, que analisarão a proposta, e
a toda população que o radicalismo
da proibição é, de longe,
a mais negativa e impactante medida econômica
para o setor de hospitalidade do Estado de São
Paulo de todos os tempos, trazendo com isso uma
série de conseqüências desastrosas.
O segmento de hotéis, restaurantes, bares
e similares do Estado de São Paulo crê
e espera que o diálogo prevaleça,
para que empresários, trabalhadores e todos
aqueles que usufruem dos serviço de turismo
e lazer no nosso estado sejam ouvidos e respeitados!
FHORESP – Federação de Hotéis,
Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São
Paulo
Sistema CNTur / ABRESI – Confederação
Nacional do Turismo e Associação
Brasileira de Hospedagem, Gastronomia e Turismo
|