Últimas Notícias
Projeto antifumo em Minas Gerais
Projeto que proíbe cigarro em locais fechados passa por mais uma comissão – Belo Horizonte (MG)



Autor: Elaine Pereira - Portal Uai

A Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa de Minas aprovou nesta quarta, dia 1º, o projeto de lei que proíbe o cigarro em recintos coletivos fechados, públicos e privados. O projeto, de autoria do deputado Alencar da Silveira Jr, prevê que só será permitido fumar em locais onde haja espaços específicos. Depois de ser aprovado pela Comissão de Constituição de Justiça e de Saúde da casa, o PL irá para avaliação da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária e em seguida vai para votação em plenário.

Durante a tramitação, o projeto original foi modificado duas vezes. Na primeira, na CCJ, quando caiu a obrigatoriedade de construção de espaços destinados a fumantes em área com mais de 100 metros quadrados. A segunda mudança, determinada pela Comissão de Saúde, acrescenta um parágrafo que define o que são lugares fechados e exclui as tabacarias e estabelecimentos similares do cumprimento da lei.

Barreira Física

De acordo com o texto, as áreas de fumantes devem ser isoladas por barreira física, com arejamento suficiente ou equipadas com soluções técnicas que garantam a exaustão do ar da área de fumantes para o ambiente externo.

O projeto, segundo o deputado Alencar da Silveira Jr., é uma forma de reprimir o uso de cigarros, já que diversos estudos e pesquisas comprovam o malefício causado por esses produtos à saúde da população. “O que estamos tentando fazer aqui é diminuir o uso do cigarro, beneficiando também o não fumante que acaba sendo prejudicado por quem fuma. Porém, não queremos fazer como foi feito em São Paulo, que proibiu totalmente os cigarros nos recintos coletivos. Aqui, vamos dar opção para quem deseja fumar, já que haverá espaços específicos”, disse Alencar.

2- Guerra contra o tabagismo

Blitz antifumo por enquanto só orienta os comerciantes – Sorocaba (SP)


Autor: Wilson Gonçalves Júnior - Portal Jornal Cruzeiro do sul
Começou ontem em Sorocaba, com a realização da primeira blitz educativa da lei antifumo, a guerra contra o tabagismo em ambientes fechados de uso coletivo do Estado de São Paulo. De ontem até o dia 6 de agosto, as blitze são apenas de conteúdo informativo, mas após esta data passarão a ser punitivas, com pagamento de multas até lacração do local. A cidade terá dez fiscais na antifumo, oito atuando e outros dois como suplentes. Os proprietários dos estabelecimentos, aqueles que sofrerão as sanções da nova lei, poderão acionar a polícia caso o fumante se recuse a apagar seu cigarro ou demais produtos fumígenos.

Ontem, na blitz, que acontecerá durante os próximos dias em vários pontos de Sorocaba, foram visitados dez bares na região do Campolim. Os locais de atuação da fiscalização, antes da entrada em vigor da lei, serão sorteados e podem englobar, além de bares, lanchonetes e boates, também corredores e hall de entradas de hotéis e pousadas, shoppings e praças de alimentação, áreas fechadas de condomínios, táxis, escolas e universidades. Nos quartos de hotéis, em casa, em áreas ao ar livre, vias públicas e tabacarias, não existe restrição.

De acordo com Sônia Maria de Andrade Siqueira, diretora técnica da Divisão de Saúde de Sorocaba, após a fase educativa, a partir do dia 7 de agosto, o estabelecimento que não cumprir a legislação poderão ser punidos. Os fiscais estarão orientados a verificar não apenas a presença de cigarros acesos nos ambientes, mas também se o proprietário tomou as providências para manter o ambiente livre do tabaco, colocando os cartazes que alertam para a proibição quanto ao uso de cigarros, se os cinzeiros foram retirados do local e se o proprietário tomou providências para que os eventuais fumantes apagassem seus cigarros. Na primeira autuação, o proprietário sofrerá multa de R$ 790, com sanção de R$ 1500 na reincidência. Na terceira infração, o local ficará fechado por dois dias, e na quarta, será lacrado por um mês. Vale destacar que a fiscalização não aborda o fumante e sim o proprietário do estabelecimento. Então, será o dono que terá que conversar com seu cliente e proibi-lo de fumar. Neste caso o fumante se recuse a apagar o cigarro, a Polícia Militar poderá ser acionada, explicou.

Quando iniciar para valer a fiscalização, haverá disque-denúncia pelo telefone 0800-7713541 e também blitze rotineiras distribuídas por vários bairros da cidade. Em Sorocaba, serão quatro duplas de fiscais, mais dois suplentes, - 6 da vigilância sanitária do Estado de São Paulo e 4 do município. Iremos dividir a cidade e os fiscais vão atuar por bairros. O governador José Serra disse que haverá viaturas e motoristas todos os dias para fiscalização, citou a coordenadora regional da antifumo, que indicou que a carga horária será de 6 horas por dia de atuação.

Num dos bares visitados ontem, na região do Campolim, o gerente Isaul da Luz Saboia da Silva gostou de receber as explicações da blitz educativas e disse que já está tomando as primeiras medidas para impedir o tabaco no estabelecimento. Ele indicou que irá proibir no período noturno, nos próximos dias, o fumo na parte interna do bar e irá improvisar algumas faixas informando sobre a nova legislação. No almoço aqui já é proibido fumar, mas no período noturno é difícil, já que vários clientes fumam. Não podemos cortar assim imediatamente, vamos começar aos poucos, proibindo na parte fechada do bar, atestou, indicando que terá que acionar a polícia caso um cliente não seguir a orientação do comércio após a entrada em vigor da lei.

'Antidemocrática'

Na visão do fumante Rodrigo Ferraz, de 28 anos, a lei foi imposta pelo governo do Estado de São Paulo, já que não houve nenhum tipo de debate ou discussão sobre o tema como a sociedade civil de São Paulo. Nada que é imposto é positivo e obrigar não é democrático. O José Serra perdeu meu voto para presidente.

Ele entende, no entanto, que deve existir bom senso do fumante, não fumando em ambientes fechados, já que o tabaco faz mal à saúde, principalmente daquele que fuma passivamente.
A não-fumante Tábata Pontes Nogueira, de 24 anos, acha que a lei será fogo de palha, assim também como a lei seca. Vai pegar só no início


 

Parceiros: