Tendo em vista que as casas legislativas
brasileiras têm aprovado suas
próprias legislações
antifumo, seguindo o exemplo do Estado
de São Paulo, a ABRESI – Associação
Brasileira de Gastronomia, Hospedagem
e Turismo esclarece que há diferenças
determinantes entre as legislações.
Até o momento, apenas os estados
de São Paulo, Rio de Janeiro
e Paraná optaram pelo caminho
do totalitarismo e da restrição
das liberdades ao proibir totalmente
o fumo em bares e restaurantes. Já
no Estado de São Paulo, as entidades
ligadas ao trade de turismo tentaram
abrir um canal de diálogo, tentando
mostrar o impacto social e econômico
de uma medida radical, mas o governo
fechou as portas ao entendimento, mostrando-se
insensível aos fortes argumentos
demonstrados pelo setor.
Apesar de o governo paulista reiteradamente
tentar, de forma equivocada, estabelecer
uma falsa ligação de interdependência
entre o setor de alimentação
fora do lar e a indústria tabagista,
foram aprovadas leis antifumo no Rio
Grande do Sul, Santa Catarina, Minas
Gerais, Espírito Santo e outros
estados que contemplaram a criação
de espaços específicos
para fumantes, dotados de sistemas de
exaustão da fumaça em
bares, boates e restaurantes, sendo
que o setor não contestará
judicialmente estas legislações,
por entender que elas representam, sim,
um avanço no combate ao tabagismo
e, além disso, acomodam democraticamente
o interesse de todas as partes envolvidas
no processo.
Esse fato, por si só, demonstra
o equívoco no qual incorrem os
representantes do governo de São
Paulo, não apenas ao fazer essa
falsa ilação, mas também
em não avançar em questões
que restringem o livre arbítrio
e a livre iniciativa.
Veja abaixo o mapa atual da distribuição
dos fumódromos (ambientes para
fumantes, fisicamente separados dos
não fumantes e dotados de soluções
técnicas capazes de dispersar
a fumaça) pelo Brasil: