Releases
NOTA À IMPRENSA: Setor de hospitalidade e turismo nacional se posiciona diante da aprovação do Projeto de Lei 577/08

O setor de turismo e hospitalidade, representado pela CNTur (Confederação Nacional do Turismo), a Abresi (Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo) , e a Federação de Hotéis, Restaurantes Bares e Similares do Estado de São Paulo, lamenta a falta de sensibilidade do Governo Estadual e dos Deputados Estaduais da base governista ante a aprovação do Projeto de Lei 577/08, que bane o tabagismo de ambientes fechados.

Nossas entidades nunca se posicionaram contra a aprovação da medida, ao contrário, entendemos que ela representa um avanço. Contudo, defendíamos apenas uma emenda que possibilitasse ao setor de hospitalidade continuar a receber cerca de 30% do seu público (caracterizado por fumantes) com dignidade e respeito, através de ambientes fisicamente separados, e com tecnologia de exaustão da fumaça da área de fumantes.

Argumentos falaciosos de que não haverá demissões e que o faturamento do setor não verificou redução nas localidades onde medida similar foi adotada não se sustentam. Não apenas por serem utilizados por pessoas que desconhecem totalmente o funcionamento e a dinâmica do nosso segmento, mas por se basearem exclusivamente em informações dos organismos de saúde que implantaram este tipo de regulamentação em seus países ou jurisdições, ou seja, mais preocupados em defender seus próprios, pontos de vista, interesses e os anseios do governo que representam.

Todas as nossas pesquisas de opinião, contatos com entidades congêneres internacionais e estudos científicos demonstram que apenas esta medida isoladamente (sem contar Lei Seca e Crise Econômica Internacional) é capaz de causar um impacto econômico da ordem de 20 a 40% do faturamento, e diante deste quadro, a demissão de cerca de 150 a 300 mil trabalhadores do Estado de São Paulo, no período de dois anos, será inevitáveis.

Queremos tranqüilizar a sociedade, restringida em sua liberdade de escolha; o trabalhador, cujo emprego está em risco e o empresário, cerceado da livre iniciativa que ameaça a própria sobrevivência da empresa, comunicamos que tomaremos todas as medidas administrativas, legislativas e judiciais cabíveis para restabelecer a segurança jurídica, gravemente afetada pela intransigência do Governo em não aceitar que o setor de hospitalidade pudesse realizar as adaptações estruturais de forma a acomodar todas as partes envolvidas neste processo, na medida em que nosso cliente fumante, ao exercer seu direito de comer, beber e fumar, de nenhuma forma afetaria ou incomodaria o nosso cliente não fumante.
Parceiros: